A pista de dança como laboratório: de frente com RP Boo

“Antes dos humanos pisarem na terra, havia o vento e o ar. Essa é a primeira música e será a última música. Você tem que criar música como a vida, como o ar que respiramos”, me diz RP Boo, o pai do footwork, algumas horas antes de subir ao palco do festival Novas Frequências para entrevista publicada na Vice Brasil.

Verdadeira revolução da música eletrônica, o footwork reconectou o house com à vetores do hip hop em beats sincopados e ultracelerados. RP Boo, no entanto, não está nem um pouco interessado nas ortodoxias do estilo que ajudou a consolidar. Ao lado de Jlin, ele forma a linha de frente de um novíssimo movimento de transmutação do footwork que está reconfigurando música eletrônica de pista para além dos gêneros, grids e BPMs definidos. Na conversa, o produtor expôs seu perfil de criador experimental — seu conceito de improvisação, os flertes com a música acústica, o radicalismo de seu novo álbum I’ll Tell You What, a sua ideia de “pista de dança como laboratório de ciências”.

“Você pode perceber que o que estamos fazendo é irreconhecível, embora estejamos enquadrados num gênero específico. Mas quando as pessoas reconhecerem o que estamos fazendo de fato, será anos depois. Por isso eu digo que a pista de dança é o meu laboratório”, definiu.

Leia a entrevista completa no site da Vice/Noisey.

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