A história do bregafunk do Recife em três partes

MC Leozinho, o pioneiro do bregafunk. Foto: Igor Marques

O bregafunk ficou conhecido no Brasil por causa de MC Loma e As Gêmeas Lacração, mas quem é do Recife sabe que essa história é bem mais antiga. Ou se pá nem sabe. Vivi em Recife minha vida toda e nunca vi a caminhada dos MCs de funk ou de bregafunk sendo contada em jornais ou TV — exceto naquele esquema condescendente padrão de “fulano era pobre e, embora cante essa putaria de baixa qualidade, agora vive bem e pode sustentar a família” etc. O bregafunk, música mais popular de Pernambuco, não teve sua história detalhada, seus marcos históricos, suas vertentes cartografadas.

Por dois meses, acompanhei e conversei com MCs, produtores musicais, dançarinos, empresários e outros profissionais que fazem o bregafunk. Conhecendo suas motivações, inspirações, sonhos e história, dos bailes de corredor no fim do anos 1980 e início dos anos 1990, ao atual “brega rave” e a recente institucionalização pela “lei do brega”. O resultado foi uma série de três reportagens para Vice Brasil, que você pode conferir nos links abaixo:

  • “O bregafunk agora quer dominar o Brasil”: O movimento passa a fazer conexões (estéticas e econômicas) com outras capitais nordestinas e com o eixo Rio-São Paulo. Parcerias com outros artistas, contratos com gravadoras, clipes mais bem produzidos. E transformação do conteúdo lírico e a chegada das mulheres à linha de frente do bregafunk.
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